Para homens iguais, o honroso e o
justo consistem em que recebam aquilo que lhes pertence, pois isso é a justiça
e a igualdade. Mas a concessão desigual aos iguais, e de diferenças aos
semelhantes, é contrária à natureza, e nada que seja contrário à natureza pode
ser bom. (ARISTÓTELES, 2007, p.
239).
sábado, 30 de março de 2013
Direi pois que os justos, quando se
tornam mais velhos, atingem na sua cidade os postos que quiserem, casam com quem
quiserem, e dão os filhos em casamento a quem quiserem. [...] Serão assim os
prêmios, recompensas e dádivas que o justo recebe, em vida, dos deuses e dos
homens, além daqueles bens que a própria justiça lhe proporciona. [...] Ora, esses
nada são, em número nem em grandeza, em comparação com os que aguardam cada um
deles depois da morte. É isso que é preciso escutar, para que cada um receba
exatamente aquilo que, por força da argumentação, lhe é devido. (PLATÃO, 2000, p. 313).
Mas o extremo excesso de liberdade,
meu amigo, que aparece num Estado desses, é quando homens e mulheres comprados
não são em nada menos livres do que os compradores. [...] Sobrevém a mesma
enfermidade que na oligarquia, e que a deitava a perder; nascendo, aqui, também,
da liberdade de fazer tudo, torna-se mais amplo e mais forte, até reduzir a democracia
à escravatura. É que, na realidade, o excesso costuma ser correspondido por uma
mudança radical, no sentido oposto, quer nas estações, quer nas plantas, quer
nos corpos, e não menos nos Estados.
(PLATÃO, 2000, p. 261).
E eles, nos seus julgamentos, acaso
pretendem qualquer outra coisa de preferência a isto: evitar que cada um detenha
bens alheios ou seja privado dos próprios? [...] E deste modo se concordará que
a posse do que pertence a cada um e a execução do que lhe compete constituem a
justiça. (PLATÃO, 2000, p. 129).
Se assim não fosse,
não haveria quem fosse
rico em excesso, nem completamente privado de recursos. [...] é evidente,
portanto, que, na cidade em que vires mendigos, em tal lugar se açoitarão ladrões,
carteiristas, salteadores de templos e autores de malfeitorias dessa espécie. –
É evidente. – Então! Não se vêem
mendigos nos Estados oligárquicos? – Quase todos, exceto os governantes. (PLATÃO, 2000, p. 248-249).
Assinar:
Postagens (Atom)